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Vale tudo no marketing? Matheus e Kauan opinam sobre polêmica com Ludmilla

Os cantores Matheus e Kauan comentaram sobre os limites do marketing no mercado da música e a relação com os fãs. Em entrevista exclusiva ao Band.com.br, os irmãos analisaram o uso de polêmicas e narrativas ficcionais para promover novos trabalhos, defendendo que a agilidade da internet exige que os artistas encontrem formas criativas de sair na frente na disputa pela audiência.

Vale tudo no marketing?

Recentemente, uma polêmica entre Felipe Amorim e Ludmilla causou alvoroço nas redes sociais. Em um vídeo publicado no Instagram, o cantor disse que se decepcionou com Ludmilla quando trabalhou com ela. “Nada contra, sou fã do trabalho dela, mas eu imaginei que ela fosse mais gente boa”.

No entanto, no mesmo dia, Ludmilla rebateu o cantor no X, antigo Twitter.  "O marketing que fizeram hoje foi super infeliz, não foi alinhado comigo e nem com a minha equipe, não foi nada legal. O combinado foi outro, eu não curti", escreveu. Os artistas haviam gravado uma música juntos, e o comentário de Felipe fazia parte da estratégia de promoção do trabalho.

Para Kauan, o uso de estratégias de divulgação impactantes é uma ferramenta válida no cenário digital. Ele explica que o público consome conteúdo de forma acelerada, o que demanda técnicas destorytellingpara prender a atenção. "Eu acho que é válido sim. Não é um desespero, mas é uma forma de você prender a atenção de um público", afirma o cantor.

O artista ressalta, no entanto, que existe um limite ético para essas ações. Segundo ele, a estratégia deixa de ser positiva se causar danos a terceiros. "É válido desde que isso não machuque, não faça mal e não desmereça o trabalho de ninguém", pontua Kauan.

Tem espaço para todo mundo

Matheus ressaltou que a ascensão do funk nas paradas musicais - que no Brasil foram dominadas pelo sertanejo por muitos anos, não altera a forma como a dupla conduz a carreira. Ele destacou que o sertanejo possui uma base sólida construída por nomes como Chitãozinho & Chororó, o que permite trabalhar sem a pressão imediata por estatísticas digitais.

"Nós não trabalhamos nessa pressão. Por incrível que pareça, somos amigos de vários funkeiros e respeitamos muito o ambiente um do outro. A gente não tem essa necessidade de falar: 'pô, vamos fazer o que o outro está fazendo'", explicou Kauan.

Para o artista, embora o desejo de estar no "top 10" exista, o termômetro real do sucesso é a reação do público nos shows e a execução nas rádios. "Se está dando certo para os dois lados, a gente fica feliz demais. O mais importante é chegar no show e ver a galera cantando as músicas que a gente lança", concluiu Matheus.

E vender a geladeira para ir em show, vale?

Durante a conversa, a dupla também relembrou histórias marcantes que viveram com o público ao longo de 16 anos de carreira. Matheus recordou o caso de um fã que vendeu um eletrodoméstico da própria casa para conseguir comparecer a um show dos artistas.

"O menino um dia chegou e falou: 'vendi a geladeira da minha mãe para poder vir no show'. Eu falei: 'meu, você é doido demais'", conta. Sensibilizados com a situação, os irmãos decidiram intervir para evitar problemas familiares ao jovem. "A gente falou: 'já que você fez isso, a gente vai te ajudar. A gente vai pagar a geladeira'", completou o músico, que ainda deu bronca no fã após a loucura.

Equilibrio é tudo

Para manter a harmonia na estrada, a dupla revelou uma curiosidade sobre a rotina de deslocamentos para os shows: os irmãos raramente viajam juntos. O motivo é uma diferença de preferência logística que ajuda a preservar o espaço individual e a tranquilidade de ambos antes das apresentações.

"Para superar a rotina a gente não viaja junto. Ele viaja de avião e eu viajo de carro. Tem que superar aquela ansiedade", explicou Matheus. Kauan complementou explicando que a logística separada é, na verdade, uma solução para o seu receio de voar.

Mesmo com caminhos diferentes na estrada, os artistas garantem que a sintonia permanece intacta na hora das decisões importantes. Matheus ressalta que o laço familiar facilita o consenso.

"Nós somos irmãos, né? Acho que o irmão já tem essa afinidade de conhecer muito o outro. A gente sabe o que quer um para o outro, a gente se ama muito e tem uma família para cuidar. Queremos sempre o melhor para nós dois."

Fonte: Band.
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