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Trump admite que pediu para Fifa revisar cartão vermelho de jogador dos EUA
Foto: Divulgação/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (6) que pediu ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, a revisão do cartão vermelho aplicado ao atacante da seleção norte-americana Folarin Balogun. O jogador foi expulso após uma falta no jogo contra a Bósnia.

Segundo o republicano, ele não considerou justa a falta marcada pelo árbitro da partida, o brasileiro Raphael Claus.

"Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer”, disse Trump aos repórteres no Salão Oval.

Segundo o presidente dos Estados Unidos, o lance que resultou no cartão vermelho para Balogun foi uma colisão entre dois atletas e questionou o árbitro que marcou a falta.

"Eu vi a jogada", disse Trump. "Aquilo não foi falta. Nem sequer foi uma infração. Foram dois caras correndo a toda velocidade que por acaso se chocaram."

Ele disse que a Fifa tomou uma "decisão realmente brilhante" ao suspender o cartão vermelho. "Acho que a decisão do árbitro foi horrível", disse ele.

Além disso, o republicano questionou o árbitro brasileiro, dizendo que Raphael Claus é “um pouco suspeito".

Suspensão de cartão vermelho para jogador dos EUA

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) provocou uma reviravolta no domingo (5) ao suspender um cartão vermelho contra um atacante dos Estados Unidos na Copa do Mundo. O presidente americano Donald Trump teria pedido diretamente ao presidente da entidade, Gianni Infantino, que a decisão do árbitro brasileiro Raphael Claus fosse revisada.

Como resultado, Folarin Balogun está liberado para a partida contra a Bélgica nas oitavas de final desta segunda-feira. A medida colocou o processo disciplinar da Fifa no centro da atenção global, provocou uma reação furiosa da Bélgica e consolidou a relação entre a entidade máxima do futebol e o poder político como principal tema desta Copa.

Balogun marcou seu terceiro gol da Copa sobre Bósnia e Herzegovina na semana passada. Mas recebeu o cartão vermelho no segundo tempo por cravar a chuteira no tornozelo de Tarik Muharemovic. O jogador americano de 25 anos foi expulso após revisão do VAR, sob o protesto do técnico dos EUA, Mauricio Pochettino.

Federação da Bélgica diz estar ‘atônita’ com decisão

A Federação Belga de Futebol divulgou um comunicado neste domingo (5) sobre a decisão da Fifa de cancelar a suspensão do atacante Balogun, dos Estados Unidos, próximo adversário da Bélgica nas quartas de final da Copa do Mundo.

Os belgas afirmaram estar "atônitos" com a entidade máxima do futebol e afirmaram que vão analisar "todas as opções potenciais" a fim de "salvaguardar os direitos legítimos de todas as equipes participantes".

"Se um jogador ou oficial da equipe for expulso como resultado de um cartão vermelho direto ou indireto (segundo cartão amarelo), ele será automaticamente suspenso da partida subsequente de sua equipe. Além disso, sanções adicionais podem ser impostas", afirmou.

Mesmo com a Fifa se baseando no Artigo 27 do Código Disciplinar, a Federação Belga aponta possíveis contradições.

"No entanto, o Artigo 66.4 do mesmo Código Disciplinar da FIFA estabelece claramente que um cartão vermelho (expulsão) resulta automaticamente em suspensão para a próxima partida da equipe, como tem sido o caso de todos os cartões vermelhos anteriores emitidos durante esta Copa do Mundo da FIFA", pontuou.

UEFA se manifesta

A Uefa, entidade máxima do futebol europeu, emitiu uma nota oficial detonando a decisão da Fifa ao retirar o cartão vermelho de Balogun, centroavante dos Estados Unidos.

Em comunicado, a entidade afirmou que a decisão ultrapassa todos os limites e que o futebol é norteado por uma série de regras para que a competição seja justa e mantenha a isonomia.

“Às vezes, as regras são passíveis de interpretação. Neste caso, não. A suspensão automática mínima de uma partida após um cartão vermelho não é uma opção discricionária e não requer a decisão de um órgão competente para ser aplicada", explicou a entidade.

Leia a publicação completa:

"A decisão de ontem de suspender por um período probatório de um ano a aplicação da suspensão automática de um jogo, consequência do cartão vermelho dado ao jogador Folarin Balogun, ultrapassou todos os limites.

O futebol, como qualquer outro esporte, se baseia em regras, que são a base para uma competição justa, honesta e transparente. Às vezes, as regras são passíveis de interpretação. Neste caso, não. A suspensão automática mínima de uma partida após um cartão vermelho não é uma opção discricionária e não requer a decisão de um órgão competente para ser aplicada. É um princípio consagrado no regulamento, que não admite exceções, muito menos em meio a um torneio em que vários outros jogadores já estiveram na mesma situação e cumpriram suas suspensões regularmente.

Quando a certeza das regras deixa de ser garantida pelos seus responsáveis, a integridade do jogo fica em risco e a credibilidade da competição é prejudicada. Da mesma forma, tal decisão cria um precedente no torneio em curso, onde situações semelhantes passarão a exigir tratamento igualitário, em detrimento da competição.

O futebol é o esporte mais amado do mundo porque é um jogo bonito e inspira confiança, já que é praticado em todos os lugares com as mesmas regras. Um torneio nunca é um evento isolado e, se o torneio em questão for a Copa do Mundo, ele tem o poder de gerar consequências positivas ou negativas para o futebol como um todo.

Expressamos nossa incredulidade diante de uma decisão tão inédita, incompreensível e injustificável".

Fonte: Band.
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