Uma megatempestade de neve atingiu a Costa Leste dos Estados Unidos nesta segunda-feira (23), provocando um cenário de paralisia em grandes centros urbanos, incluindo Nova York. O volume de neve superou os 30 centímetros em um intervalo de apenas 12 horas, levando as autoridades a declararem estado de emergência em uma região que abriga mais de 40 milhões de habitantes.
Em Nova York, o impacto foi visível em pontos turísticos icônicos. Na Times Square, o movimento de turistas foi substituído por uma força-tarefa de funcionários da prefeitura trabalhando ininterruptamente na remoção do gelo. O rigor da tempestade forçou o fechamento de escolas, repartições públicas e o comércio em diversas localidades.
Restrições de mobilidade e serviços
Governadores de sete estados emitiram alertas rigorosos, solicitando que a população permaneça em casa e evite qualquer deslocamento que não seja estritamente essencial. A medida visa garantir a segurança dos cidadãos e facilitar o trabalho das equipes de limpeza e emergência nas rodovias, que enfrentam condições perigosas de dirigibilidade.
Caos na aviação e reflexos no Brasil
O setor de transporte aéreo é um dos mais afetados pelo fenômeno climático. A tempestade gerou um efeito dominó na aviação civil, resultando no cancelamento de mais de 5.500 voos nos principais aeroportos da Costa Leste norte-americana.
O transtorno atinge diretamente passageiros brasileiros. Entre as operações suspensas estão voos internacionais que tinham como destino os aeroportos do Rio de Janeiro e de São Paulo. Não há previsão exata para a normalização das decolagens, uma vez que o cronograma depende da redução da intensidade da nevasca e da limpeza completa das pistas.
A recomendação para os viajantes é que consultem o status das passagens junto às companhias aéreas antes de se deslocarem para os terminais, já que o congestionamento aéreo deve persistir ao longo dos próximos dias.