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Relatório aponta possíveis causas de acidente que matou o cantor Rick e o influenciador Bruno Avelar
Foto: reprodução Instagram

Um relatório preliminar divulgado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) trouxe novos detalhes sobre o acidente aéreo que matou o cantor Rick Sollo, da dupla sertaneja Rick & Renner, e outras quatro pessoas na região de Urubici, na Serra Catarinense. Apesar dos avanços na apuração, os investigadores afirmam que ainda não é possível determinar a causa da queda e que nenhuma hipótese foi descartada. 

Também morreram no acidente, em 21 de setembro, o empresário e influenciador Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira.

O acidente ocorreu quando um helicóptero modelo Bell 430 colidiu contra uma encosta no Parque Nacional de São Joaquim, a cerca de 1.686 metros de altitude. Segundo os investigadores, marcas encontradas na vegetação indicam que a aeronave estava em voo praticamente horizontal no momento do impacto. 

De acordo com o relatório, as condições meteorológicas na região eram desfavoráveis no momento do voo. Um sistema frontal provocava chuva, baixa visibilidade e cobertura de nuvens sobre áreas montanhosas da Serra Geral. Imagens de câmeras de monitoramento e vídeos gravados por moradores mostram a aeronave voando em meio às nuvens pouco antes do acidente.

A investigação avalia se a combinação entre relevo montanhoso e visibilidade reduzida pode ter influenciado a operação do helicóptero.

Outro ponto destacado pelo documento é o histórico de problemas técnicos registrados nos geradores elétricos da aeronave. Registros de manutenção revelam que um dos componentes precisou ser substituído meses antes do acidente e que as falhas continuaram a ocorrer, alternando-se entre os dois geradores mesmo após intervenções técnicas. 

O documento também menciona relatos anteriores de vibrações anormais e episódios de desconexão do piloto automático. Os investigadores, porém, ressaltam que ainda não existe comprovação de que esses problemas tenham provocado o acidente. 

Uma das maiores dificuldades enfrentadas pela equipe de investigação é a ausência de gravações da cabine referentes ao voo acidentado. O gravador de voz, conhecido popularmente como caixa-preta, continha apenas registros de uma manutenção realizada anteriormente e não dos momentos que antecederam a queda. 

Segundo o relatório, o equipamento estava instalado no helicóptero desde 2002, embora seu uso não fosse obrigatório para aquele tipo de operação. A falta dos áudios limita a reconstrução dos acontecimentos e reduz a quantidade de informações disponíveis para a análise técnica.

Fonte: Fabíola Nishi.
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