O preço do tomate longa vida 3A registrou altas expressivas nos principais centros de abastecimento do Brasil durante a primeira semana de março de 2026. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a valorização é impulsionada pela desaceleração da safra e a consequente redução da oferta nos entrepostos comerciais.
Altas no atacado e impacto regional
A cidade de Campinas, no interior de São Paulo, apresentou o avanço mais drástico no período. O atacado local registrou uma elevação de 85%, elevando o preço médio da caixa para R$ 140,71.
Na capital paulista, os consumidores também enfrentam reajustes pesados. Entre os dias 2 e 6 de março, a média de preços atingiu R$ 110 por caixa, o que representa um salto de 55,2% na comparação com a última semana de fevereiro.
O cenário de alta se repete em outras capitais acompanhadas pelo Cepea:
Belo Horizonte (MG): a média fechou em R$ 106,84 por caixa, alta de 45,7%.
Rio de Janeiro (RJ): o produto foi comercializado a R$ 128,75, com aumento de 26,2%.
Entenda o motivo da valorização
De acordo com os analistas do Cepea, o principal fator para este movimento de mercado é o ciclo da entressafra — período entre o fim de uma colheita e o início da próxima — na região de Caçador (SC). A localidade, que é um importante polo produtor, passou do período de pico de colheita, resultando em um menor volume de frutos disponíveis para distribuição nacional.
A redução da oferta em um momento de demanda constante gera a pressão inflacionária observada nos atacados, que tende a ser repassada para o consumidor final nas gôndolas dos supermercados e feiras livres.