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Policial militar é presa suspeita de matar colega de farda no Ceará

A Polícia Civil investiga a morte do policial militar Rafael Sampaio da Silva, de 27 anos, encontrado morto dentro de um carro carbonizado na Região Metropolitana de Fortaleza. Uma colega de farda e o marido dela estão presos suspeitos de envolvimento no homicídio.

A soldado Júlia Natália Girão Gomes, de 27 anos, e o marido, Antonieldo Ribeiro Lima Júnior, de 35 anos, foram detidos durante as diligências policiais. O agente assassinado atuava na corporação havia quatro anos e trabalhava no mesmo batalhão da militar.

Câmeras de segurança desmentem depoimento

Em depoimento inicial, Júlia afirmou que os dois haviam saído do batalhão de madrugada e foram interceptados por homens armados. Segundo a versão inicial, ela teria sido amarrada, colocada no porta-malas do veículo e abandonada em um matagal, onde alegou ter passado a manhã inteira presa.

Imagens de câmeras de segurança desmentiram a narrativa apresentada pela soldado. Os registros mostram a mulher acompanhada do marido ao levar a filha à escola por volta das 7h40 da manhã. Cerca de uma hora depois, novas gravações flagraram a policial em frente à oficina mecânica do companheiro. Diante da contradição entre as imagens e os horários informados no relato, a autoridade policial determinou a prisão da soldado.

Apreensão de munições e histórico criminal

Durante buscas na residência de Antonieldo, os policiais apreenderam munições para arma de fogo e documentos falsos. O homem foi autuado em flagrante na delegacia. A linha de apuração aponta para a hipótese de crime motivado por um possível relacionamento amoroso entre os dois policiais militares. Júlia e o marido já respondiam a inquérito instaurado em 2025 por suspeita de estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa por meio de contas falsas em aplicativo de transporte.

O advogado de Júlia, Walmir, chegou a ser detido na unidade policial sob a suspeita de ter deixado o próprio telefone celular com a cliente na sala de custódia. O defensor alegou esquecimento, assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e foi liberado. O corpo de Rafael Sampaio da Silva foi sepultado sob homenagens da corporação e pedidos de justiça por parte dos familiares. O casal permanece preso e à disposição do Poder Judiciário.

Fonte: Band.
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