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'Não existe nenhuma evidência de que um serial killer está agindo em SP', diz delegada
Divulgação

A diretora do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), delegada Ivalda Aleixo, afirmou nesta quarta-feira (7) que a Polícia Civil de São Paulo investiga mortes com traços de execução na capital, mas classificou como “boato” a possibilidade de haver um serial killer atuando na cidade.

“Não existe nenhuma evidência de que um serial killer está agindo em São Paulo”, disse a delegada em um vídeo publicado nas redes sociais. Segundo Ivalda, os casos foram reunidos nas redes sociais porque alguns corpos foram encontrados em sacos, cobertores ou outros tecidos. Ela explicou que esse tipo de acondicionamento é recorrente em situações de transporte e ocultação de cadáveres e, isoladamente, não caracteriza a assinatura de um criminoso.

O Estadão apurou que outro elemento considerado pela polícia para afastar uma possível ligação entre as ocorrências é a localização dos crimes. Foram quatro casos na zona leste, três na zona sul, um na zona norte e outro na zona oeste. Até o momento, não há registros semelhantes na região central da capital.

Entre as ocorrências está a de um corpo encontrado amarrado e ensacado em 5 de setembro, na região do Jabaquara, na zona sul. Em 19 de setembro, outro cadáver foi localizado esquartejado no Jaçanã, na zona norte. Há ainda casos envolvendo corpos encontrados em sacos plásticos, mantas e outros tipos de acondicionamento.

Polícia investiga possível ligação com o “tribunal do crime”

Apesar de descartar a atuação de um serial killer, a Polícia Civil investiga se algumas das mortes podem ter relação com integrantes do chamado “tribunal do crime” do Primeiro Comando da Capital (PCC). O termo é usado para se referir a uma espécie de Justiça paralela mantida pela facção para impor regras e resolver conflitos.

A hipótese de vingança ou justiçamento também está entre as linhas analisadas pelo DHPP. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, essas possibilidades são consideradas em algumas das ocorrências, enquanto os investigadores buscam esclarecer as circunstâncias e as motivações de cada homicídio.

As investigações seguem para determinar se existe alguma conexão entre os crimes e identificar os responsáveis. Até o momento, a polícia não confirmou uma relação entre os casos nem apontou uma autoria comum para as mortes.

Fonte: Band.
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