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Mulher faz crochê durante cirurgia no cérebro no Paraná; veja

Uma cirurgia de alta complexidade realizada no Paraná chamou a atenção pela tranquilidade da paciente. Elidamaris, uma agricultora de 45 anos, permaneceu acordada durante as quatro horas de um procedimento para a retirada de um tumor cerebral. Para manter o conforto emocional e auxiliar a equipe médica, ela passou todo o tempo no centro cirúrgico fazendo crochê.

A história de Elis, como é conhecida, começou em 2023 com o diagnóstico de um câncer de mama. A doença sofreu metástase, espalhando-se até atingir o cérebro. Devido à localização do tumor — posicionado próximo a áreas nobres responsáveis pela linguagem e pelos movimentos do corpo —, a equipe médica optou por uma técnica cirúrgica especial que exige que o paciente permaneça consciente.

Monitoramento em tempo real

O neurocirurgião Bruno Amorim, especialista em Neuro-Oncologia do Hospital Uopeccan, explica que a técnica é fundamental para garantir que as funções vitais não sejam comprometidas durante a remoção da massa tumoral. 

Ao interagir com a paciente e observá-la realizar uma atividade manual complexa como o crochê, os médicos conseguem monitorar em tempo real se a manipulação cirúrgica está afetando a fala ou a coordenação motora.

Durante o procedimento, a equipe solicitou que Elis realizasse algo que lhe trouxesse paz e conforto. A escolha pelo crochê não foi apenas por lazer, mas por ser uma atividade que ela domina e aprecia, o que ajudou a mantê-la calma durante as quatro horas de operação. Segundo o médico, o estado emocional tranquilo da paciente é um fator determinante para o sucesso desse tipo de intervenção.

Recuperação e foco no tratamento

A operação foi considerada um sucesso absoluto pela equipe médica do Paraná. Dois meses após o procedimento, Elidamaris apresenta uma boa recuperação das funções cerebrais e agora concentra suas energias na continuidade do tratamento contra o câncer de mama.

Emocionada, a agricultora relata que a experiência transformou sua visão sobre o tempo. Hoje, ela afirma que aproveita cada momento da vida com mais intensidade, utilizando a mesma resiliência que demonstrou na mesa de cirurgia para enfrentar as próximas etapas da terapia oncológica.

Fonte: Band.
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