A Justiça manteve a prisão preventivamente de um policial militar investigado pela morte da namorada. O caso, que é acompanhado de perto pelas autoridades, ganhou novos contornos após o depoimento de familiares.
De acordo com informações obtidas com exclusividade pela equipe de reportagem, parentes da vítima prestaram depoimento à polícia. A irmã do policial relatou que foi até a residência na sexta-feira anterior ao crime e notou que a vítima estava abatida e fazendo uso de medicamentos.
A irmã do PM afirmou que estava na casa no momento do disparo. Segundo o seu relato, ela ouviu uma discussão no quarto do casal e, em seguida, encontrou Larissa morta no banheiro.
Por outro lado, o depoimento do policial apresenta divergências em relação à dinâmica dos fatos. Ele alegou que estava dormindo quando ouviu um barulho semelhante a um copo quebrando, foi até a sala e perguntou ao filho de dois anos onde estava a mãe, obtendo a resposta de que ela estaria tomando banho.
Próximos passos da apuração policial
A polícia agora realiza uma reconstituição detalhada dos fatos para confrontar as versões apresentadas pelos familiares e esclarecer a trajetória da bala que atingiu Larissa. As autoridades seguem colhendo provas e ouvindo testemunhas para elucidar todas as circunstâncias do crime.
Entenda o caso
A Polícia Civil investiga a morte de Larissa da Cruz Morato, de 29 anos, encontrada morta com um tiro na cabeça dentro de casa na manhã desta segunda-feira, em Embu das Artes, na Grande São Paulo. O marido da vítima, um soldado da Polícia Militar identificado como Vinícius, declarou que a mulher tirou a própria vida, mas parentes contestam a versão e apontam suspeita de feminicídio.
A ocorrência foi registrada por volta das 11h. De acordo com informações da Polícia Militar, o agente afirmou ter encontrado a esposa caída no banheiro logo após entrar no imóvel, com a arma funcional sobre o corpo.