91.1 FM - A Sertaneja de Verdade! | São Carlos/SP
Mensagens revelam tom ameaçador de coronel antes de morte de soldado em SP
Band TV

Polícia Civil de São Paulo investiga as circunstâncias da morte da soldado da Polícia Militar Gisele Alves de Santana, de 32 anos, encontrada com um ferimento por arma de fogo no apartamento onde vivia com o marido, no Brás, região central da capital.

Embora o caso tenha sido registrado inicialmente como suicídio, a natureza da ocorrência foi alterada para morte suspeita após depoimentos de familiares e a identificação de mensagens em tom ameaçador enviadas pelo marido da vítima, um tenente-coronel da corporação.

As mensagens que chamam a atenção da investigação foram enviadas pelo oficial a um primo de Gisele por meio de redes sociais. No diálogo, o coronel afirma ter acesso às contas da esposa e demonstra irritação com o contato entre os familiares. 

"Acho que você está com muita conversa com a minha esposa. Então, meu amigo, se orienta", escreveu o militar. Mesmo após o primo explicar que a relação era de longa data e estritamente familiar, o oficial rebateu de forma ríspida: "Não importa. Não quero que fique de conversa. Estamos conversados sobre isso e ponto final".

Versões conflitantes e comportamento do oficial

Em depoimento, o tenente-coronel relatou que o casal teve uma discussão após ele manifestar o desejo de separação. O oficial afirma que entrou no banheiro para tomar banho e, cerca de um minuto depois, ouviu um barulho que confundiu com uma porta batendo. Ao verificar, teria encontrado Gisele caída com um sangramento na cabeça e segurando a arma.

Entretanto, o advogado da família da vítima, José Miguel da Silva, contesta pontos centrais desse relato. Segundo o defensor, não foi o marido quem acionou o socorro, mas sim os vizinhos. A defesa alega ainda que o oficial ligou primeiro para um amigo desembargador antes de qualquer outra medida. 

Outro ponto questionado é o fato de o coronel ter tido permissão para entrar novamente no imóvel, tomar banho e trocar de roupa enquanto a esposa era socorrida para o Hospital das Clínicas, o que poderia comprometer a preservação do local para a perícia.

Histórico de controle e denúncias na corporação

De acordo com relatos de amigos e familiares colhidos pela reportagem, o relacionamento era marcado por um controle excessivo exercido pelo oficial. O advogado afirma que Gisele era constantemente afastada de seu círculo social e familiar. Além do comportamento doméstico, surgiram relatos de que o tenente-coronel possui um histórico de denúncias de assédio dentro da Polícia Militar.

José Miguel da Silva afirma que, durante o velório da soldado, outras policiais relataram ter medo do oficial devido à sua alta patente e ao uso abusivo da hierarquia. 

A investigação agora busca determinar se as câmeras corporais dos policiais que atenderam a ocorrência no prédio estavam em funcionamento, o que pode esclarecer o procedimento adotado no local logo após o disparo. Até o momento, o marido não é tratado oficialmente como suspeito, mas a polícia aguarda laudos periciais e segue com as oitivas.

Fonte: Band.
Carregando os comentários...
Boteco da 91 com Brutão
A Sertaneja de Verdade - Ouça nossa programação
Carregando... - Carregando...