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Marçal ataca eleitores de Renan Santos por candidato declarar neutralidade
Band TV/Divulgação

O empresário Pablo Marçal, aliado de Flávio Bolsonaro (PL), desdenhou dos eleitores de Renan Santos (Missão) em entrevista ao podcast IronTalks TV, veiculada na segunda-feira. A manifestação ocorreu após o candidato derrotado no primeiro turno da eleição presidencial optar pela neutralidade na disputa entre o senador e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ao comentar a posição de neutralidade de Renan, o ex-coach sugeriu que a militância do adversário anule a escolha no próximo domingo e menosprezou a campanha do concorrente.

"Você que votou no Renan, fica com esse voto, anula, põe onde você quiser. E acabou. Renan, seu sonho foi cortado quando o pesadelo aqui chegou. Em três dias, eu te passei em uma pesquisa. Fiquei candidato a presidente por três dias até ser barrado pelo TSE. Você ficou um ano contando lorota e não deu em nada."

Renan rebate ataques e critica apoio a Flávio

Nesta terça-feira, o dirigente do Missão rebateu as declarações por meio de uma publicação em suas redes sociais e criticou os eleitores que pretendem votar em Flávio Bolsonaro.

"Se você é um eleitor meu, entenda: eles chamaram você de esquisitão e eu de nazista. Eu falo para vocês: votem em quem vocês quiserem nessas eleições. Mas se você é eleitor meu e está disposto a pagar esse mico, achando que está salvando o Brasil, eu já falei. Você está perdendo seu tempo."

O candidato do Missão terminou a primeira etapa da corrida presidencial na quarta colocação, com 2.675.887 votos, o que representa 2,24% do total apurado pela Justiça Eleitoral.

Alerta sobre poder e rejeição a alianças

Em entrevista recente ao programa Alt Tebet, do portal UOL, Renan declarou que não comparecerá às urnas no próximo domingo e apontou risco institucional na eventual eleição do senador.

"Eu acho que, em termos de acúmulo de poder, o perigo do acúmulo do poder, do acúmulo específico, é maior com o Flávio. Eu acho isso aqui, da turma do PT, é o maior argumento que eles têm. Porque, com o Lula, se ganhar a eleição, o Lula não tem poder para passar PEC, para passar nada. Eu não vou votar."

O político ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL) sustentou uma linha de afastamento tanto do PT quanto do grupo de Jair Bolsonaro durante a campanha. Ao avaliar o resultado das urnas, ele chamou ambos os finalistas de bandidos, negou contatos com o Centrão e declarou prioridade na consolidação do Missão, que elegeu dois dos 483 candidatos lançados no país.

Fonte: Band.
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