Lore Improta esteve no Baile da Vogue na noite deste sábado (07) e colocou a barriga para jogo na fantasia. Grávida de seu segundo filho, a dançarina e influenciadora usou uma produção que reverenciava os símbolos mais marcantes do Carnaval de Salvador. O visual celebrou a história, os personagens e os movimentos que consolidaram a capital baiana como a sede da maior festa de rua do mundo.
“Cada detalhe carrega algo especial: dos trios elétricos que abriram caminhos nas ruas às caretas que representam liberdade e fantasia. Vestir essa criação é levar a energia do meu povo e da nossa cultura”, afirmou.
O resgate histórico nos detalhes
A produção de Lore Improta foi pensada para traduzir o sentimento de pertencimento à cultura baiana. Um dos destaques é o adereço de cabeça, que faz referência direta aos alto-falantes dos antigos trios elétricos Tapajós e Marajós. Essas estruturas são consideradas ícones da origem do Carnaval de rua e representam o início da sonoridade característica da festa.
Além da referência aos trios, a artista trouxe elementos que remetem ao lúdico. No braço, o look apresentou as caretas do Carnaval antigo de Salvador. Segundo a concepção da peça, esses adereços simbolizam a irreverência, a fantasia e a liberdade, elementos que atravessam gerações e permanecem vivos no imaginário da folia.
O movimento mamãe sacode
A saia da composição foi outro ponto de destaque, representando o emblemático movimento “mamãe sacode”, que marcou época nos blocos carnavalescos da Bahia. Para traduzir essa referência em vestuário, a peça utilizou volume, franjas e um balanço intenso, buscando evocar o ritmo pulsante das ruas e a vibração coletiva dos foliões.
Sustentabilidade e trabalho artesanal
O figurino foi desenvolvido sob a orientação do stylist Thiago Setra e executado pelo estilista Gustavo Silvestre. A construção utilizou técnicas de crochê aplicadas a materiais recicláveis, somadas à aplicação de pedrarias. A escolha dos materiais buscou unir o conceito de sustentabilidade à sofisticação.
Para complementar a obra, o adereço de cabeça foi confeccionado pelo aderecista Ramon Quinhones. O processo de criação reforça o caráter artesanal e autoral da peça, que priorizou a valorização de técnicas manuais para contar a história da celebração baiana.