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Líder do PCC, Marcola reage com indignação e nega conhecer Deolane

Bruno Ferullo, advogado de Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, informou, por meio de nota, que o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) recebeu com “surpresa e indignação” as informações sobre a operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo.

Segundo o advogado, Marcola afirmou não conhecer a influenciadora Deolane Bezerra e Everton de Souza, ambos alvos da operação que investiga lavagem de dinheiro do PCC.

“Marco manifestou surpresa e indignação, declarando desconhecer os investigados Deolane e Everton, afirmando que seu único vínculo com o caso se restringe ao parentesco com seus sobrinhos Leonardo e Paloma e com seu irmão Alejandro”, informou a defesa de Marcola.

Além disso, conforme a defesa, Marcola negou qualquer participação nos fatos investigados, “bem como a titularidade, direta ou indireta, da transportadora mencionada na investigação”, e reiterou que não possui o apelido “narigudo”, que é atribuído a ele pela polícia.

“Por fim, ressaltou que se encontra preso desde 1999 e custodiado em penitenciária de segurança máxima federal desde 2019, em regime de total incomunicabilidade. A Defesa reitera que a inocência de seu constituinte será comprovada no curso das investigações”, finalizou a defesa.

Quem é Marcola

Marcola é filho de pai boliviano e mãe brasileira, nasceu em Osasco, na Região Metropolitana de São Paulo. Sua trajetória criminosa começou ainda na infância, quando realizava pequenos furtos na região central da capital paulista.

Nesse meio, conheceu Cesar Augusto Roris, o Cesinha, um dos fundadores do PCC e apontado como o responsável por levá-lo para a facção.

Por gostar de roupas de marca e tênis importados, ele também ganhou o apelido de PlayboyEm 2002, Marcola assumiu o controle do PCC, segundo as autoridades, em meio a um conflito entre outras duas lideranças.

No entanto, perante a Justiça, Marcola nega ser o líder do PCC. Ele foi condenado a mais de 300 anos de prisão por crimes como tráfico de drogas, homicídio e associação criminosa.

19 presídios em 26 anos

Desde 1999, Marcola passou por 19 presídios estaduais até ser transferido para o sistema penitenciário federal, em fevereiro de 2019, em meio a investigações sobre ameaças à segurança pública.

Em 2023, já detido em um presídio federal de Rondônia, foi novamente transferido após o Ministério Público de São Paulo descobrir um plano de resgate. Desde então, decisões judiciais sucessivas mantêm sua permanência no sistema federal, sob condições rígidas de isolamento.

Fonte: Band.
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