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Juliano Cazarré é criticado após dizer que 'mulheres matam mais que homens'

O ator Juliano Cazarré recebeu uma onda de críticas após participar de um debate sobre o papel dos homens contra a violência às mulheres com a psicanalista Vera Iaconelli e o consultor de equidade de gênero e raça Ismael dos Anjos. Em uma parte do debate, o artista citou que mais mulheres mataram homens no Brasil no último ano.

Segundo o artista, a onda de violência no Brasil não atinge apenas mulheres. "O Brasil é um país violento contra homens, contra negros, contra brancos, contra crianças, contra idosos. É um dos países que mais matam no mundo. Mata muito homem, inclusive mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres", disse. O ator afirmou, sem fontes, que 2,5 mil homens foram mortos por mulheres, ante 1,5 mulheres mortas por homens em 2025.

A informação dada por Juliano Cazarré faz uma falsa equivalência entre mortes de homens e feminicídios, que é o assasinato de mulheres apenas por serem mulheres. O último Anuário Brasileiro de Segurança Pública aponta que 91,1% dos homicídios em 2024 eram homens, em contextos de violência urbana ou de intervenções policiais.

Ou seja, a maioria das mortes de homens no Brasil não ocorre por questões de gênero ou por violência doméstica. O Anuário ainda aponta que 99,3% das vítimas de feminicídio são do sexo feminino, o que aponta a hipótese de 0,7% das vítimas do sexo masculino serem transexuais com o registro civil masculino.

No debate, o consultor Ismael dos Anjos também rebateu o dado informado por Juliano Cazarré. "A gente teve 1,5 mil feminicídios. É diferente. É importante distinguir que foram 1,5 mil feminicídios, que é um tipo de crime específico, que é quando uma mulher morre por ser mulher. (...) Não quer dizer que foram só 1,5 mil mulheres mortas no ano passado, não. Foram muito mais", afirmou Ismael.

Vera Iaconelli também citou no debate que os feminicídios são ligados às ideias conservadoras e que não há "homem bom ou ruim" e que a situação é complexa. "O discurso machista parte da suposição que a mulher é submissa ao homem, desde o feminicídio até não poder trabalhar, não usar um decote, qualquer ingerência do desejo da mulher está no machismo, por isso dizemos que uma coisa leva à outra", disse.

Nas redes sociais, o ator foi criticado pela fala. "Como conseguir dormir depois de ouvir o Cazarré? Vou ter pesadelo", disse uma. "Show de horrores este papo do Cazarré!", comentou outro. "Alguém avisa a ele que a gente não precisa dar opinião de tudo… principalmente daquilo que não sabemos. É sempre bom evitar o constrangimento", sugeriu uma internauta.

Fonte: Band.
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