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Interrogatório de tenente-coronel revela contradições no caso; veja trechos

O jornalismo da Band obteve acesso exclusivo à gravação do interrogatório do tenente-coronel Geraldo Neto, realizado pela Polícia Civil no dia de sua prisão. O depoimento é marcado por uma série de contradições e inconsistências que confrontam as provas periciais colhidas até o momento. O oficial é investigado pela morte de sua esposa, a soldado Gisele Alves, em um caso tipificado como feminicídio e fraude processual por alteração da cena do crime.

Logo no início do depoimento, Geraldo Neto afirmou não acreditar que a esposa pudesse ter cometido suicídio, descrevendo que ela nunca apresentou comportamento que indicasse tal intenção. Durante o interrogatório, o oficial manteve uma postura controlada, chegando a relatar que chorou durante a reconstituição ao ver uma boneca posicionada no local onde o corpo foi encontrado.

Contradições entre depoimento e perícia

Apesar da narrativa de desolação apresentada pelo tenente-coronel, a Polícia Civil descreve o investigado como um homem frio, detalhista e focado em construir uma versão favorável aos fatos. Essa imagem diverge das mensagens trocadas com a vítima, que revelam um perfil possessivo e controlador.

Entre as principais divergências apontadas pela investigação destacam-se:

  • Relacionamento afetivo: O oficial afirmou inicialmente que viviam "como dois estranhos" e que não mantinham relações há meses. Entretanto, ao ser confrontado com provas periciais, mudou a versão e relatou um encontro íntimo na véspera da morte.
  • Vestimentas no dia do crime: Geraldo Neto declarou ter vestido uma bermuda sem cueca logo após o ocorrido. Contudo, imagens de câmeras de segurança e fotografias mostram o contrário, o que o levou a admitir mais uma contradição durante o interrogatório.
  • Sinais de agressão: O tenente-coronel negou qualquer tipo de violência física. No entanto, a perícia identificou no pescoço da vítima marcas compatíveis com esganadura.
Bermuda do tenente-coronel  
Bermuda do tenente-coronelBand TV
Marcas na PM Gisele  
Marcas na PM GiseleBand TV

Processo por fraude e feminicídio

Para os investigadores, a mudança constante nas versões apresentadas pelo oficial compromete a credibilidade de seu relato. Além do crime de feminicídio, ele responde por fraude processual, sob a acusação de ter modificado elementos na cena da morte para simular um suicídio.

O tenente-coronel Geraldo Neto permanece preso enquanto o caso segue na Justiça. A Polícia Civil e o Ministério Público continuam cruzando os dados dos dispositivos eletrônicos e os laudos necroscópicos para consolidar a acusação.

Fonte: Band.
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