Um dos influenciadores mais conhecidos por promover rachas e corridas clandestinas em São Paulo, Gabriel Ciat, de 24 anos, está no centro de uma investigação que revela graves falhas na fiscalização de trânsito e na atuação policial. Conhecido nas redes sociais como ‘GB Seat’, o jovem acumulou 346 pontos em sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH) devido a inúmeras multas, a maioria por excesso de velocidade.
Direção ilegal e acidente com vítima
Mesmo com o documento suspenso desde 2023, Gabriel continua a dirigir carros de luxo e com motores alterados pelas vias da capital paulista. Em novembro do ano passado, ele se envolveu em um acidente na zona sul de São Paulo ao dirigir uma BMW. Na ocasião, ele atingiu uma recepcionista que caminhava pela calçada e fugiu do local sem prestar socorro.
Apesar da gravidade, o inquérito policial omitiu o fato de o condutor não possuir habilitação válida. Gabriel realizou um acordo extrajudicial com a vítima, pagando a quantia de R$ 50 mil, o que levou ao arquivamento do caso de lesão corporal. No entanto, o crime de dirigir com a CNH suspensa, que deveria ter sido alvo de ação pelo Ministério Público, foi ignorado pelas autoridades locais.
Lucro com a ilegalidade nas redes sociais
A investigação aponta que Gabriel é considerado por investigadores como o "mais conhecido rachador de São Paulo". Ele utiliza suas redes sociais para postar vídeos de manobras arriscadas e disputas de velocidade, lucrando com a monetização desses conteúdos. Mesmo expondo crimes de trânsito, os vídeos permanecem disponíveis nas plataformas, gerando receita para o influenciador.
Defesa e atuação das autoridades
Em nota, a defesa de Gabriel, representada por sua mãe, afirmou que o jovem já realizou as etapas necessárias para regularizar sua CNH e negou sua participação em rachas. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) alegou que o suspeito não foi flagrado dirigindo, justificativa que entra em contradição com o próprio depoimento de Gabriel, que admitiu estar ao volante no momento do acidente com a recepcionista.