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Garçom detalha ofensas de Ed Motta em briga por taxa de rolha: "Paraíba"

Novos desdobramentos sobre a confusão envolvendo o cantor Ed Motta no restaurante Grado, no Rio de Janeiro, vieram à tona na noite deste domingo (10). Em reportagem exibida pelo Fantástico, um dos garçons do estabelecimento — que optou por não se identificar — relatou que o artista e seus amigos proferiram xingamentos preconceituosos e manifestações de xenofobia contra a equipe.

Segundo o funcionário, a irritação de Ed Motta com a taxa de rolha rapidamente escalou para ofensas pessoais. O garçom afirmou ter ouvido frases discriminatórias no momento em que o cantor decidia deixar o local. "Vou embora antes que eu faça alguma coisa com esse paraíba, nunca mais eu volto aqui", teria dito um dos integrantes do grupo.

O uso do termo "paraíba" de forma genérica e pejorativa é enquadrado como xenofobia, pois reduz a identidade de pessoas do Nordeste a um estereótipo discriminatório. Os proprietários do restaurante reforçam que a equipe também foi alvo de insinuações sobre orientação sexual e vida privada.

Espumante após a agressão

Um dos pontos mais surpreendentes do relato diz respeito ao comportamento dos amigos de Ed Motta após a saída do cantor. De acordo com o garçom, mesmo depois de Nicholas Guedes Coppi ter supostamente desferido um soco e arremessado uma garrafa de vinho contra um cliente de outra mesa, o grupo agiu com indiferença.

"Falou para colocar o espumante no balde com gelo, que ele ia beber", acrescentou o funcionário, descrevendo a tentativa do grupo de continuar o jantar como se nada tivesse acontecido.

Ed Motta nega agressões e alega embriaguez

Em entrevista ao jornal O GloboEd Motta admitiu que estava embriagado e que se irritou com a "cara de ironia" de um funcionário diante do estresse pela taxa de rolha. Ele confirmou ter jogado uma cadeira, mas negou que ela tenha atingido alguém. "As câmeras de segurança podem provar isso. Jamais jogaria em direção a ninguém", defendeu-se.

O cantor também apresentou uma versão oposta sobre a origem das ofensas. Segundo Motta, seus amigos foram as verdadeiras vítimas, sofrendo ataques homofóbicos e xenofóbicos ("mandando voltar para a Arábia") por parte dos clientes da mesa vizinha.

A Polícia Civil segue investigando o caso através da 15ª DP (Gávea). Ed Motta e os demais envolvidos são aguardados para prestar depoimento oficial nesta semana.

Fonte: Band.
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