No marco de 35 anos da primeira vitória de Ayrton Senna no GP do Brasil de 1991, em Interlagos, o ator Gabriel Leone, que interpretou o piloto na série da Netflix, analisou a repercussão da produção. Ele destacou os desafios de condensar a trajetória em seis episódios e indicou o documentário de Senna como complemento para o público.
Leone é o protagonista da minissérie lançada em 2024, que revisita a carreira do tricampeão desde o início no automobilismo até o acidente fatal em 1994. Com seis episódios, a obra aposta em uma narrativa dramatizada, combinando fatos reais com elementos de ficção para dar conta de uma trajetória extensa e marcada por rivalidades, bastidores e momentos decisivos dentro e fora das pistas.
Ao ser questionado se a série deixava espaço para novos episódios ou uma possível continuação, o ator avaliou que a história foi contemplada dentro da proposta inicial.
“A gente contemplou, de alguma forma, toda a trajetória do Ayrton Senna. Eu, particularmente, gosto muito do documentário. Ele é todo construído com imagens de época, o que traz uma força única. Para quem assistiu apenas à série, funciona como um material complementar extremamente rico.”
Ele também destacou que o formato exigiu escolhas narrativas. “A série precisa se sustentar sozinha dentro de um formato fechado, com seis episódios, o que exige adaptações e decisões para dar conta de uma vida tão intensa.”
Para Leone, o material documental amplia o entendimento sobre o piloto. “O que não falta é material sobre o Ayrton, histórias, registros e momentos que ajudam a entender ainda mais quem ele foi.”
Produzida como uma das maiores apostas da Netflix no Brasil, a série contou com gravações em diferentes países e uma estrutura de grande escala, incluindo recriações detalhadas das corridas que marcaram a carreira do piloto.