Uma funcionária de uma residência viveu momentos de pânico ao ser mantida refém por criminosos durante um assalto nesta terça-feira. A mulher, que estava sozinha no imóvel, foi surpreendida por três homens que invadiram o local em um veículo desconhecido. Durante a ação, ela foi amarrada com lacres plásticos, conhecidos como "enforca-gato", e trancada em um banheiro enquanto o grupo vasculhava a casa em busca de joias e dinheiro.
O crime foi detalhado pelo repórter Felipe Garraffa, que conversou com a vítima logo após o ocorrido. No estúdio, Joel Datena acompanhou o relato da mulher, que preferiu manter sua identidade preservada por segurança. Segundo o depoimento, ela percebeu a movimentação estranha pelo sistema de monitoramento de câmeras e tentou acionar a segurança privada pelo rádio, mas foi rendida antes de completar o chamado.
Dinâmica do crime e rendição
A vítima relatou que os suspeitos alegaram pertencer a uma empresa para tentar confundi-la, mas logo anunciaram o assalto. Para tentar evitar agressões físicas, a funcionária afirmou aos criminosos que estava grávida e passando mal. "Eles pediram a minha mão e eu coloquei para frente, porque seria fácil [de soltar]. Foi a hora que eles me prenderam para trás e me colocaram no banheiro", descreveu a mulher a Felipe Garraffa.
Enquanto a vítima permanecia confinada, os homens reviraram os cômodos e chegaram a encontrar uma maleta de joias pertencente às moradoras da casa. A funcionária destacou que os assaltantes demonstraram irritação ao não encontrarem grandes quantias de dinheiro em espécie, chegando a questionar as informações que possuíam sobre o local.
Intervenção policial e fuga
Durante a permanência no banheiro, a funcionária ouviu uma sequência de disparos de arma de fogo. A situação de cárcere só terminou quando policiais militares entraram na residência e localizaram o cômodo onde ela estava trancada. "Eu não sabia se realmente era a polícia ou se era um deles tentando fazer alguma coisa. Só abri a porta quando o policial falou comigo", explicou.
Um ponto que chamou a atenção na apuração de Felipe Garraffa foi a menção dos criminosos a um comparsa externo, apelidado de "negão". Segundo a vítima, o grupo demonstrava nervosismo e reclamava que esse indivíduo não estava ajudando ou passando as informações corretas de dentro de um carro. Joel Datena observou que o relato sugere a existência de um informante que teria planejado a invasão com base em dados privilegiados sobre a rotina da casa.
A polícia investiga agora como os suspeitos conseguiram acesso ao controle do portão principal, já que não havia sinais de arrombamento na entrada da garagem. A perícia foi acionada para o local e as autoridades buscam imagens de câmeras de segurança da rua para identificar o veículo utilizado na fuga e o paradeiro dos outros envolvidos.