Um crime de extorsão seguido de morte mobilizou as forças de segurança de Santa Catarina e São Paulo desde a manhã de segunda-feira (11). O empresário Alfredo Fraga dos Santos, de 53 anos, foi sequestrado em sua própria empresa, localizada em Balneário Camboriú, por dois homens.
Horas após o início da ação, o corpo da vítima foi localizado em uma área de mata no município vizinho de Gaspar, apresentando um ferimento por arma de fogo na cabeça e os pés amarrados.
Imagens do sistema de monitoramento da empresa registraram o momento exato em que Santos chega ao trabalho e é surpreendido pelos dois suspeitos. De acordo com as investigações preliminares, um dos autores do crime é um ex-funcionário da vítima, que havia sido desligado da companhia apenas uma semana antes do ocorrido.
Execução e transferências via Pix
Durante o sequestro, o empresário foi forçado a entrar em seu próprio veículo sob ameaça. A investigação aponta que, antes de ser levado ao local da execução, Santos foi obrigado a realizar transferências financeiras via Pix para a conta de um dos criminosos. A polícia acredita que a motivação do crime esteja ligada a uma retaliação pela demissão, somada à intenção de subtrair valores da vítima.
Após as transferências bancárias, o empresário foi conduzido até a cidade de Gaspar. No local, em uma zona de vegetação, os autores efetuaram o disparo contra a cabeça de Santos. O veículo da vítima e o corpo foram o abandonados na região, sendo encontrados posteriormente por equipes de busca acionadas após o desaparecimento do empresário ser reportado.
Prisões e tentativa de fuga
O ex-funcionário da empresa foi localizado e detido no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). No momento da abordagem, ele tentava embarcar em um voo com destino a Belém (PA). A prisão conta com o apoio da Polícia Federal e das polícias civis de Santa Catarina e São Paulo.
O segundo envolvido na ação também foi capturado pelas equipes policiais. Ambos os suspeitos foram submetidos a interrogatório e permaneceram à disposição da Justiça. A polícia agora trabalha para identificar se houve a participação de outras pessoas no planejamento do crime ou na facilitação da fuga. Os valores transferidos via Pix estão sendo rastreados para fins de recuperação e instrução do processo judicial.