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Criminosos se passam por gerente de banco e aplicam golpe milionário em MG
Reprodução

Um grupo empresarial de Belo Horizonte foi alvo de um golpe sofisticado que resultou em um prejuízo superior a R$ 2,5 milhões no início de fevereiro de 2026. A ação criminosa começou quando a diretora financeira da empresa recebeu mensagens de uma pessoa que se identificava como "Ana Paula", nome real da nova gerente do banco responsável pela conta da companhia. Para conferir veracidade ao contato, os golpistas utilizaram uma foto da suposta funcionária com a logomarca da instituição financeira ao fundo.

A falsa gerente demonstrou insistência, realizando ligações e enviando mensagens mesmo quando informada de que a diretora estava em reunião. Sob o pretexto de realizar um recadastramento obrigatório das contas no aplicativo bancário, os criminosos enviaram um link que direcionava a vítima para um "site espelho" da instituição. Nesse ambiente fraudulento, foram inseridos dados de usuário, senha e o token de acesso.

Movimentações atípicas e "limpa" nas contas

Os criminosos mantiveram contato com a diretora por cerca de três horas após obterem os dados. Durante esse intervalo, a quadrilha realizou 38 operações financeiras simultâneas em 13 contas diferentes, abrangendo seis CNPJs do grupo. O esquema incluiu resgates de aplicações e transferências para contas de possíveis "laranjas" em outros dois bancos.

Bernard Martins, diretor do grupo, classificou as movimentações como completamente atípicas. Entre as transações, foram identificados pagamentos de boletos de R$ 100 mil e diversos PIX, totalizando o esvaziamento do capital de giro da empresa. Segundo o executivo, a velocidade e a organização interna necessária para realizar tais operações em um curto intervalo sugerem uma falha grave na segurança do sistema bancário.

Impacto financeiro e resposta das instituições

O golpe comprometeu os recursos destinados ao pagamento da folha dos cerca de 300 funcionários da empresa e à quitação de financiamentos. Apesar das perdas, o grupo conseguiu se reorganizar internamente para garantir o pagamento dos salários na data prevista. Boletins de ocorrência foram registrados em São Paulo e Belo Horizonte, e o Bradesco foi notificado extrajudicialmente por fraude bancária e falha na custódia de dados.

Em nota, o Bradesco e o Banco Inter afirmaram que não podem fornecer detalhes sobre o caso devido ao sigilo bancário. A Caixa Econômica Federal declarou que não se manifestará por não possuir clientes envolvidos no episódio. A defesa das vítimas critica a demora dos bancos em fornecer informações que permitam o rastreio do dinheiro e a identificação dos beneficiários finais das transferências.

Fonte: Band.
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