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CPMI do INSS: quebra de sigilo revela que Lulinha operou R$ 19,5 milhões
Reprodução / Instagram

A CPMI do INSS avançou, nesta quinta-feira (5), sobre as movimentações financeiras de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Após a quebra dos sigilos bancário e fiscal, os dados enviados ao colegiado revelam que o empresário movimentou cerca de R$ 19,5 milhões entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026.

De acordo com o levantamento, o montante totaliza R$ 9,77 milhões em entradas e R$ 9,75 milhões em saídas no período analisado. O caso ganhou novos contornos com a identificação de repasses feitos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao filho, além de pagamentos destinados a nomes já conhecidos em investigações anteriores.

Os documentos da CPMI detalham que Fábio Luís recebeu R$ 721 mil do pai, o presidente Lula, em três parcelas transferidas entre julho de 2022 e dezembro de 2023. A maior parte da receita declarada pelo empresário, no entanto, é proveniente de suas participações em empresas de tecnologia e entretenimento, a LLF Tech Participações, no valor de R$ 2,3 milhões e a G4 Entretenimento e Tecnologia, no valor de R$ 772 mil.

Outro ponto que chamou a atenção dos parlamentares foram os repasses mensais de R$ 10 mil para Jonas Suassuna Filho, totalizando R$ 704 mil. Suassuna é proprietário oficial do sítio em Atibaia (SP) que foi alvo de investigações da Operação Lava Jato.

Defesa fala em vazamento criminoso

A defesa de Lulinha eagiu duramente à divulgação dos dados. Em nota, os advogados classificaram a exposição das movimentações como um "crime grave" e negaram qualquer irregularidade ou vínculo entre os valores e as supostas fraudes no INSS investigadas pela comissão.

Os advogados acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) e a presidência do Congresso Nacional, argumentando que os rendimentos são legítimos e foram devidamente declarados à Receita Federal. A estratégia da defesa é tentar estender a Fábio Luís a decisão do ministro Flávio Dino, que suspendeu quebras de sigilo de outros investigados por falta de fundamentação individualizada.

Próximos passos da CPMI

A reunião prevista para esta quinta-feira (5) foi cancelada após o relator, deputado Alfredo Gaspar, alegar problemas de saúde. A expectativa é que os trabalhos sejam retomados na próxima segunda-feira (9). A oposição na comissão busca agora convocar empresários ligados à área de tecnologia que teriam contratos com o INSS e vínculos com as empresas de Fábio Luís.

Fonte: Band.
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