A atriz Claudia Raia contou que foi vítima de um assédio sexual aos 13 anos. Em entrevista a uma rádio de Portugal, ela contou que sofreu o abuso quando estava hospedada na casa de um coreógrafo nos Estados Unidos, amigo da família dela, quando foi assediada.
"Um dia a mulher ele tinha saído pra passear com a neném deles, e ele veio conversar comigo como é que tinha sido a semana, de aulas e tudo", contou. Ela disse que não havia desconfiado da má intenção, por ser bailarina. "A gente tem uma coisa muito física, um bota a mão na perna do outro, é muito livre, né? Então ele botou a mão na minha perna, eu estava de camisola, como se fosse um tio meu, sabe?", contou.
Ela, então, disse que ao reparar no assédio, se defendeu jogando uma coruja de cristal nele. "Essa mão foi subindo, foi subindo aqui, pro meio da minha perna. Aquilo me chamou atenção, eu já olhei de em volta, porque minha mãe sempre disse: 'Se alguém te tocar sem que você queira, pegue o que tiver do seu lado e jogue na cabeça da pessoa'", contou.
"Eu olhei, do lado tinha uma coruja de cristal. Eu falei, é a coruja. Se ele avançar, é a coruja. Ele avançou. E eu dei a coruja na cabeça dele, ele desmaiou, abriu a cabeça. Veio com a mão por dentro da minha perna e veio para cima de mim. E eu joguei a coruja na cabeça dele. Achei que eu tinha matado ele. Imagina, com a cabeça aberta, sangrando", relatou.
Após se defender do agressor, Claudia Raia disse que saiu da casa em pânico. "Eu peguei minha mala, coloquei o que eu vi na frente de roupa e saí com a camisola e com o trench coat. Em pânico, na rua, no Harlem, sem ter para onde ir", disse. Segundo a atriz, ela nunca mais encontrou o coreógrafo.
Abuso sexual de menores é crime
O abuso sexual de menores de idade é crime gravíssimo no Brasil, considerado estupro de vulnerável pelo Código Penal. Também se aplica a pessoas que, por enfermidade ou deficiência mental, não têm o necessário discernimento, ou que por qualquer outra causa não podem oferecer resistência.
As penas para o crime variam de oito a 15 anos de prisão. Por ser considerado um crime hediondo, o condenado não tem direito a anistia, graça ou indulto, e a progressão de regime é mais rigorosa.