A Polícia Federal dará continuidade ao inquérito com uma série de oitivas, nesta segunda-feira (26), marcadas para ocorrer no Supremo Tribunal Federal (STF). Os depoimentos serão feitos por videoconferência e têm como objetivo esclarecer as operações financeiras ligadas ao Banco Master e ao Banco de Brasília. Oito executivos estão na lista dos depoentes, veja quem são os primeiros a depor:
- Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor financeiro do BRB (Banco de Brasília)
- André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de uma empresa investigada no esquema
- Henrique Souza e Silva Peretto, empresário
- Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de tesouraria do Banco Master
Os outro quatro executivos listados como depoentes serão ouvidos ao longo da semana, conforme a sequência definida pela Polícia Federal.
Oitivas na PF
A Polícia Federal busca entender a complexa teia de relações que levou o Banco Master a uma crise de liquidez e suas tentativas de negociação com instituições públicas. Os oito executivos convocados deverão explicar detalhes sobre a gestão do banco e as tratativas com o BRB.
O caso está sob a jurisdição do Supremo devido à suspeita de envolvimento de autoridade com foro privilegiado: o deputado federal João Carlos Bacelar (PL).
No entanto, investigadores apontam que, caso fique comprovado que o parlamentar não está no centro das irregularidades, o STF pode enviar o processo para a primeira instância da Justiça Federal.
O relator do caso no STF é o ministro Dias Toffoli. Decisões recentes do ministro geraram incômodo nos bastidores da Corte e entre delegados da PF, que reclamam de limitações nas atribuições investigativas dentro do processo.
Para alguns ministros, a descida do processo para a primeira instância seria uma "saída honrosa" para o tribunal.
Crise de liquidez e pagamentos do FGC
Enquanto a investigação policial avança, a situação financeira do banco segue sendo saneada pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, admitiu em depoimento à PF que a instituição enfrentava problemas de liquidez — ou seja, falta de dinheiro em caixa para honrar compromissos imediatos.