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Após condenação, defesa diz que Justiça foi homofóbica com Hytalo Santos
Reprodução/Instagram

defesa do influenciador Hytalo Santos, condenado a 11 anos e 4 meses de prisão por produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes, apresentou uma linha de argumentação polêmica após a divulgação da sentença. Os advogados do criador de conteúdo afirmam que a decisão da Justiça da Paraíba foi influenciada por preconceitos, classificando-a como "racista e homofóbica".

Segundo a equipe jurídica, em posicionamento repercutido no Melhor da Tarde desta segunda-feira (23), Hytalo estaria sendo alvo de uma perseguição por ser um homem gay, negro e nordestino em uma posição de destaque financeiro. 

A defesa sustenta que argumentos apresentados durante o processo, que supostamente contradizem a acusação, não foram devidamente considerados pelo magistrado da 1ª Vara da Infância e Juventude.

“A defesa disse que a justiça foi homofóbica”, explica jornalista

O posicionamento de Hytalo Santos foi um dos pontos centrais do debate no programa Melhor da Tarde. Janaina Nunes revelou que Hytalo já estava sob investigação e havia sido alertado diversas vezes por promotores de Justiça antes de sua prisão em agosto de 2023. Para a jornalista, utilizar pautas de diversidade para justificar crimes contra menores é uma estratégia equivocada.

"A defesa dele disse que a justiça foi racista e homofóbica porque ele é um homem gay, negro e nordestino. Mas não, gente, as provas estão aí", pontuou Janaina. Leo Dias reforçou que o influenciador teve múltiplas oportunidades de adequar seu conteúdo às normas legais, mas preferiu manter as postagens devido ao alto faturamento que geravam.

Thiago Pasqualotto também criticou a tentativa de "dar carteirada" com temas sensíveis como racismo e homofobia. "São coisas que realmente existem na sociedade, mas não é o caso dele para justificar o que foi feito", afirmou.

O ambiente do "reality show" sob investigação

A sentença que a defesa tenta combater descreve um cenário de privações e riscos para os adolescentes envolvidos. O juiz apontou que os jovens viviam em um cativeiro disfarçado de reality show, onde Hytalo Santos decidia desde a alimentação até se os menores frequentariam a escola.

O documento judicial cita que o influenciador explorava a vulnerabilidade das vítimas e de suas famílias, que aceitavam a situação em troca de dinheiro, celulares ou promessas de fama. "Não adianta agora falar em homofobia se você mantinha crianças trancadas decidindo se elas iam comer ou se iam gravar vídeo de calcinha", destacou a equipe do programa.

Fonte: Band.
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