O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha". A medida atende a um pedido formal da Polícia Federal (PF) apresentado em janeiro de 2026 e foi validada pelo magistrado no mesmo mês.
A confirmação da decisão surge em meio ao andamento de investigações que correm sob segredo de justiça na Suprema Corte. Com a autorização, os investigadores passam a ter acesso direto a:
- Dados Bancários: Movimentações financeiras, extratos e transferências.
- Dados Fiscais: Declarações de bens e histórico junto à Receita Federal.
- Dados Telemáticos: Registros de comunicações eletrônicas e armazenamento em nuvem.
Embora o pedido tenha sido autorizado há cerca de um mês, o conteúdo específico da investigação e os indícios que motivaram a representação da Polícia Federal permanecem preservados pelo sigilo judicial. Até o momento, a defesa do empresário não se manifestou sobre a decisão.
Confusão na CPMI
A sessão da CPMI do INSS desta quinta-feira (26) foi suspensa por 15 minutos após parlamentares trocarem agressões físicas. A confusão ocorreu minutos depois da aprovação, em bloco, de 87 requerimentos apresentados à comissão.
Entre os pedidos aprovados estava a quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente da República.
Participaram do tumulto o deputado Rogério Corrêa (PT-MG), o relator da comissão, Alfredo Gaspar (União-AL), e os deputados Evair de Melo (PP-ES) e Luiz Lima (Novo-RJ). Luiz Lima afirmou ter sido atingido por um soco durante a confusão.
O vice-presidente da comissão, deputado Duarte Júnior (PSB-MA), afirmou que a votação global dos requerimentos foi uma proposta da base aliada do governo, que acreditava ter maioria para barrar as aprovações. No entanto, no voto simbólico, acabou derrotada.