A cantora sertaneja Maiara, que forma dupla com Maraisa, surpreendeu seguidores nesta semana ao exibir seu cabelo natural nas redes sociais. A artista aproveitou o momento para falar abertamente sobre sua rotina de cuidados contra a alopecia androgenética — condição popularmente conhecida como calvície feminina — com a qual convive e realiza tratamento médico há três anos.
Durante esse período de acompanhamento, Maiara recorreu ao uso de laces (um tipo de peruca com acabamento realista) para preservar a estética enquanto lidava com a perda de fios. A decisão de mostrar o cabelo real marca uma fase de maior transparência sobre a doença, que costuma afetar a autoestima de milhões de pacientes.
Contexto da alopecia androgenética no Brasil
A alopecia androgenética é classificada como uma condição de origem genética e hormonal, sendo apontada como a principal causa de queda de cabelo persistente em todo o mundo. De acordo com estimativas setoriais, cerca de 42 milhões de pessoas convivem com a doença no Brasil.
Embora a calvície seja frequentemente associada ao público masculino, o impacto entre as mulheres é significativo: cerca de 5% da população feminina brasileira sofre com a condição, muitas vezes enfrentando o problema em silêncio devido ao estigma social.
Diagnóstico e possibilidades de tratamento
Especialistas em dermatologia ressaltam que a alopecia androgenética não possui uma cura definitiva. No entanto, o tratamento contínuo apresenta efeitos positivos na contenção da queda e no fortalecimento dos fios remanescentes.
O fator determinante para o sucesso terapêutico é o diagnóstico precoce. Quanto mais cedo o paciente inicia o protocolo médico, maiores são as chances de preservar a densidade capilar e retardar a evolução da calvície.