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Advogado da família de Gisele: "Local foi completamente mexido, revirado"

O advogado da família da soldado Gisele Santana, Miguel Silva, afirmou em entrevista ao Brasil Urgente que o apartamento onde a policial foi encontrada morta passou por uma profunda alteração. Segundo o defensor, o local foi "completamente mexido e revirado" antes da conclusão das perícias oficiais. 

A declaração reforça a tese da família de que houve uma tentativa dolosa de macular a cena do crime para sustentar a versão de suicídio apresentada pelo marido, o tenente-coronel Geraldo Neto.

Para o advogado, a presença de policiais militares subordinados ao oficial dentro do imóvel, com o intuito de realizar uma limpeza, é um dos pontos mais graves da investigação. "Isso só reforça a intenção dolosa de macular a cena de que nós entendemos de um crime", ressaltou Miguel Silva. Ele defende que o comandante da unidade onde as policiais trabalham seja ouvido para explicar quem deu a ordem para a entrada no apartamento.

Indícios de imobilização e agressão

A defesa da família sustenta que Gisele não teve chance de defesa e descarta a hipótese de uma luta corporal antes do disparo. Com base na análise dos laudos e das evidências colhidas, o advogado aponta um cenário de execução. "Não há uma possibilidade de uma luta. Ela foi, pelo laudo, pelo que eu analisei, surpreendida e há uma possibilidade de ter sido imobilizada antes do evento tiro", explicou o jurista.

As marcas encontradas no pescoço da soldado, detectadas após a exumação do corpo, são peças-chave para essa conclusão. De acordo com o advogado, os exames corroboram o que a mãe da vítima e as testemunhas presenciais já relatavam desde o início. "Tudo o que os socorristas que ali estiveram corroboram para um feminicídio, que é a nossa tese desde o início das investigações", afirmou.

Suspeita de crime de peculato

Além da fraude processual pela limpeza da cena, Miguel Silva destacou que o uso de policiais militares para fins particulares pode configurar crime de peculato. Ele argumenta que desviar servidores públicos de suas funções administrativas para realizar uma faxina em uma cena de crime é uma irregularidade grave prevista no Código Penal Militar.

"Quem determinou essa função a elas deve responder por tal medida", afirmou o advogado. A família agora aguarda a decisão da Justiça sobre o pedido de prisão preventiva do tenente-coronel Geraldo Neto, que segue como principal suspeito. Para a defesa, o conjunto de elementos técnicos e depoimentos já é suficiente para manter o oficial atrás das grades durante o desenrolar do processo.

 

Fonte: Band.
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